Passam-se horas, dias, meses e vejo-os passar como se fosse um rio. Coloco o certo no inverso, tornando-o tão errado, desperdiço momentos com coisas fúteis e inúteis. E na vida daquelas crianças? Um segundo, um minuto, uma hora, um dia… é sempre uma luta constante à sobrevivência. Lutam para receber carinho, um sorriso, um abraço, um simples gesto doce. Enfim, lutam a vida toda para poderem sorrir e ter o que qualquer criança deseja. Não imaginamos a quantidade de crianças que assim se encontram, nem imaginamos o quanto as podemos ajudar.
Nascemos, crescemos e vivemos sempre com um apoio incondicional, como se fosse uma base, um ponto de abrigo. Porém, com essas crianças não se passa o mesmo. Normalmente, olha-se para elas com pena, como se isso fosse o suficiente. Olha-se e vê-se uma criança que fora abandonada; por vezes faz-se uma festinha na cabeça, outras vezes lança-se um sorriso ou então, os mais indiferentes, apenas lançam para o ar uma palavra de pena ou conforto. No entanto, é necessário muito mais que isso. É necessário olhar para essas mesmas crianças e tentar perceber o que o seu olhar diz. Com um olhar podemos observar os receios, as inseguranças que cada uma delas sente. E com um sorriso, um abraço ou um toque de carinho podemos ver a sua expressão mudar.
Muitas destas crianças não têm meios de lutar, não tem ninguém capaz de as ajudar. É quando o sol se põe e a lua começa a brilhar que sentem medo de se deitar, pois não sabem como vão acordar. Fecham os olhos e sentem que o mundo está parado, choram por aqueles que os têm magoado. Desconhecem mas, ao mesmo tempo, receiam o futuro, pois o destino tem sido duro, nunca pediram muito mas nem o pouco lhes deram, e neste caminho da vida, é da nossa ajuda que estas crianças esperam. Esta é a realidade que nos revolta, que nos toca, que nos choca. E que só nós podemos alterar, só nós podemos agir para poder vê-las sorrir.
Nascemos, crescemos e vivemos sempre com um apoio incondicional, como se fosse uma base, um ponto de abrigo. Porém, com essas crianças não se passa o mesmo. Normalmente, olha-se para elas com pena, como se isso fosse o suficiente. Olha-se e vê-se uma criança que fora abandonada; por vezes faz-se uma festinha na cabeça, outras vezes lança-se um sorriso ou então, os mais indiferentes, apenas lançam para o ar uma palavra de pena ou conforto. No entanto, é necessário muito mais que isso. É necessário olhar para essas mesmas crianças e tentar perceber o que o seu olhar diz. Com um olhar podemos observar os receios, as inseguranças que cada uma delas sente. E com um sorriso, um abraço ou um toque de carinho podemos ver a sua expressão mudar.
Muitas destas crianças não têm meios de lutar, não tem ninguém capaz de as ajudar. É quando o sol se põe e a lua começa a brilhar que sentem medo de se deitar, pois não sabem como vão acordar. Fecham os olhos e sentem que o mundo está parado, choram por aqueles que os têm magoado. Desconhecem mas, ao mesmo tempo, receiam o futuro, pois o destino tem sido duro, nunca pediram muito mas nem o pouco lhes deram, e neste caminho da vida, é da nossa ajuda que estas crianças esperam. Esta é a realidade que nos revolta, que nos toca, que nos choca. E que só nós podemos alterar, só nós podemos agir para poder vê-las sorrir.
__________________________________________________________
Voluntariado…
Uma palavra tão conhecida
Mas tão pouco usada.
Tento explicar, mas não consigo entender
O porquê das pessoas não o quererem fazer.
Tentam melhorar o mundo,
Dizem que estão fartos
De pobreza e injustiça
Mas a verdade é que ninguém faz nada.
E eu? Será que fiz?
Se não fiz, foi porque não quis?
Estamos todos a tempo de mudar,
É preciso saber ajudar.
Mas, na verdade, quem sou eu?
Uma das muitas pessoas
Que viaja num mundo cheio de ilusões
Enfim…
Estou sem respostas mas tenho cem questões
Sobre este assunto, sobre o mundo.
Todos temos medos e muitos deles revelados,
Todos temos pensamentos, que muitas vezes são repensados
E sentimentos?
Todos temos também, mas estes voam,
Seguem em direcção aos ventos
E reflectem-se em pequenos ou grandes momentos.
Porém, esses momentos não se reflectem
Na vida dos que mais precisam,
As crianças que pensam em desistir e desaparecer
Mas que com a nossa ajuda conseguem vencer.
Caminham numa estrada
Que fica desde sempre marcada…
Devíamos acompanha-la
Mas parece que não somos capazes
Como se algo nos impedisse.
É realmente muito triste.
Acordem, despertem… Ajudem!
Uma palavra tão conhecida
Mas tão pouco usada.
Tento explicar, mas não consigo entender
O porquê das pessoas não o quererem fazer.
Tentam melhorar o mundo,
Dizem que estão fartos
De pobreza e injustiça
Mas a verdade é que ninguém faz nada.
E eu? Será que fiz?
Se não fiz, foi porque não quis?
Estamos todos a tempo de mudar,
É preciso saber ajudar.
Mas, na verdade, quem sou eu?
Uma das muitas pessoas
Que viaja num mundo cheio de ilusões
Enfim…
Estou sem respostas mas tenho cem questões
Sobre este assunto, sobre o mundo.
Todos temos medos e muitos deles revelados,
Todos temos pensamentos, que muitas vezes são repensados
E sentimentos?
Todos temos também, mas estes voam,
Seguem em direcção aos ventos
E reflectem-se em pequenos ou grandes momentos.
Porém, esses momentos não se reflectem
Na vida dos que mais precisam,
As crianças que pensam em desistir e desaparecer
Mas que com a nossa ajuda conseguem vencer.
Caminham numa estrada
Que fica desde sempre marcada…
Devíamos acompanha-la
Mas parece que não somos capazes
Como se algo nos impedisse.
É realmente muito triste.
Acordem, despertem… Ajudem!
Concordo com tudo o que disseram. E fico contente por existirem pessoas que se preocupam e que percebem a dimensão do materialismo que encobre, actualmente, a vontade de ajudar. Ainda bem que conseguem "tirar da sombra" o voluntariado e dar um sorriso a quem mais precisa.
ResponderEliminarO texto está muito bonito e tocante. Continuem!